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Como é a dor do herpes zoster e quando ela passa? Entenda o que esperar e como tratar

Foto do escritor: Dra. Danielle Tavares
Dra. Danielle Tavares
9 de jun. de 2025
7 min de leitura

Atualizado: 9 de set.


A dor do herpes zoster pode ser intensa e costuma aparecer como queimação, ardência, choques, pontadas ou uma sensibilidade exagerada em determinada região do corpo. Em muitos casos, ela melhora à medida que as lesões da pele cicatrizam, geralmente ao longo de duas a quatro semanas.


Algumas pessoas, porém, continuam sentindo dor depois que as bolhas desaparecem. Quando essa dor persiste por mais de 90 dias, pode ser caracterizada como neuralgia pós-herpética, uma complicação do herpes zoster que pode afetar o sono, as atividades do dia a dia e a qualidade de vida.


O tratamento depende da fase da doença. Na fase aguda, pode haver indicação de medicamentos antivirais e de medidas para controlar a dor. Quando o desconforto persiste, é possível utilizar tratamentos específicos para dor neuropática.


Por isso, a intensidade da dor, sua duração e a presença de outros sintomas devem ser avaliadas individualmente.


Quanto tempo dura a dor do herpes zoster?


Homem com dor intensa causada pelo herpes zoster

Na maioria dos casos, a dor acompanha a fase aguda da doença e melhora progressivamente conforme as lesões cicatrizam. Muitas pessoas deixam de sentir dor em duas a quatro semanas.


Esse período não é igual para todos. A idade, a intensidade da dor no início do quadro, a extensão das lesões e algumas condições de saúde podem influenciar a evolução.


Em algumas pessoas, a dor continua mesmo quando a pele já está cicatrizada. É nesse contexto que pode surgir a neuralgia pós-herpética.


Quanto mais prolongada for a dor, principalmente em pessoas mais velhas, mais importante é fazer uma avaliação médica para definir se existe uma complicação e qual tratamento pode ajudar.


A dor pode continuar depois que as bolhas desaparecem?


Sim.


O herpes zoster envolve os nervos responsáveis pela sensibilidade da região afetada. Durante a reativação do vírus, pode ocorrer inflamação e alteração das fibras nervosas. A pele pode melhorar antes que o nervo se recupere completamente.


Por isso, algumas pessoas continuam sentindo dor mesmo sem apresentar novas lesões.


A sensação pode ser de queimação, choques, pontadas ou formigamento. Também pode haver alodinia, quando um contato que normalmente não causaria dor, como a roupa ou o lençol sobre a pele, passa a provocar desconforto.


Quando a dor persiste por mais de 90 dias após o início do herpes zoster, o quadro é chamado de neuralgia pós-herpética.


Ela pode ser contínua ou ocorrer em crises. Em alguns pacientes, é relativamente leve; em outros, interfere no sono, no trabalho e nas atividades do dia a dia.


Como tratar a dor persistente depois do herpes zoster?

O tratamento da neuralgia pós-herpética é individualizado. Como se trata de uma dor neuropática, muitas vezes são necessários medicamentos diferentes daqueles usados para uma dor muscular ou inflamatória comum.


Mulher idosa em avaliação médica para tratamento da dor após herpes zoster
A avaliação médica orienta a escolha do tratamento para a dor persistente após o herpes zoster.

Entre as opções utilizadas na prática estão medicamentos como gabapentina e pregabalina, além de alguns antidepressivos que também apresentam efeito analgésico. Em situações específicas, podem ser considerados tratamentos tópicos.


A escolha depende da intensidade da dor, da idade, de outras doenças, dos medicamentos que a pessoa já utiliza e da possibilidade de efeitos adversos.


Nem sempre o primeiro tratamento proporciona controle adequado. Nesses casos, pode ser necessário ajustar a dose, trocar o medicamento ou associar outras estratégias.


Quando a dor já está interferindo no sono, na mobilidade ou nas atividades do dia a dia, o tratamento também precisa considerar esses impactos.



Está com dor depois do herpes zoster? Avalie seu caso




O que fazer quando o herpes zoster está começando?


O diagnóstico precoce é importante porque o tratamento antiviral apresenta maior benefício quando iniciado nos primeiros dias da doença.


De modo geral, os antivirais têm melhor efeito quando começam nas primeiras 72 horas após o surgimento das lesões. Mesmo depois desse período, o tratamento pode ser considerado em determinadas situações, principalmente quando ainda aparecem novas lesões ou quando existe maior risco de complicações.


O controle da dor também deve começar cedo. Não é necessário esperar que ela fique muito intensa para procurar atendimento.


Durante a fase aguda, algumas medidas simples podem diminuir o desconforto. Roupas mais soltas reduzem o atrito sobre as lesões, e compressas frias podem ser agradáveis para algumas pessoas. A pele deve ser mantida limpa e não é recomendável romper ou manipular as bolhas.


Quando procurar atendimento médico?


Uma dor localizada, diferente do habitual, principalmente quando vem acompanhada de alterações na pele, merece avaliação.


A consulta com um infectologista é ainda mais importante quando:

  • surgem bolhas agrupadas em uma região do corpo;

  • a dor é intensa ou está piorando rapidamente;

  • as lesões aparecem no rosto;

  • há lesões próximas aos olhos ou dentro do ouvido;

  • a pessoa apresenta imunossupressão;

  • a dor permanece depois que a pele cicatrizou.


Lesões próximas aos olhos exigem atenção rápida porque o herpes zoster pode comprometer estruturas oculares. O acometimento do ouvido também pode provocar complicações e precisa de avaliação adequada.


Como é a dor do herpes zoster?

A dor do herpes zoster tem características que podem ajudar a diferenciá-la de outras causas de dor.


Ela pode começar como uma sensação de ardência ou formigamento e depois evoluir para queimação, pontadas, choques ou dor intensa ao toque.


Em algumas pessoas, a dor surge antes das lesões na pele. Nessa fase, o quadro pode ser confundido com dor muscular, problema na coluna ou outra condição que afete aquela região.


A localização também é importante. O herpes zoster costuma atingir o território de um nervo e, por isso, a dor geralmente fica concentrada em uma faixa ou região de um lado do corpo.


Lesões avermelhadas e agrupadas na pele causadas pelo herpes zoster
Lesões características do herpes zoster na pele.

Depois podem aparecer pequenas bolhas agrupadas sobre essa área.


A intensidade da dor não depende necessariamente da quantidade de lesões. Algumas pessoas apresentam poucas alterações na pele e, ainda assim, sentem uma dor importante.


Por que o herpes zoster causa tanta dor?


O herpes zoster é causado pela reativação do vírus varicela-zoster, o mesmo vírus que provoca a catapora.


Depois da catapora, o vírus permanece no organismo em estado de latência nos gânglios nervosos. Ele pode permanecer inativo durante muitos anos e, em determinado momento, voltar a se multiplicar.


Na reativação, o vírus percorre o trajeto de um nervo até chegar à pele. A inflamação e o comprometimento das estruturas nervosas ajudam a explicar a característica da dor.


É também por esse motivo que o desconforto pode continuar depois que as lesões desaparecem. A recuperação da pele e a recuperação do nervo não acontecem necessariamente no mesmo ritmo.


Quem pode ter herpes zoster?


Qualquer pessoa que tenha tido catapora pode desenvolver herpes zoster.


O risco aumenta com a idade, especialmente a partir dos 50 anos. Isso está relacionado, entre outros fatores, às mudanças que acontecem na resposta imunológica ao longo do envelhecimento.


Também apresentam maior risco pessoas com condições que comprometem a imunidade, incluindo algumas doenças, determinados tipos de câncer, infecção pelo HIV e uso de medicamentos imunossupressores.


Ainda assim, o herpes zoster também pode ocorrer em adultos jovens e em pessoas sem nenhuma alteração conhecida da imunidade.


Ter herpes zoster, portanto, não significa necessariamente que exista uma doença grave ou que a pessoa esteja com a imunidade baixa.


O que pode provocar a reativação do vírus?

Nem sempre é possível identificar o motivo exato pelo qual o vírus volta a se multiplicar.


O envelhecimento é um dos principais fatores associados ao herpes zoster. Alterações do sistema imunológico também podem favorecer a reativação.


Depois da catapora, o vírus permanece adormecido nos gânglios nervosos. Anos mais tarde, quando a resposta imunológica perde parte da capacidade de mantê-lo sob controle, ele pode voltar a se replicar.


Os primeiros sintomas podem ser dor, ardência, coceira ou alteração da sensibilidade em uma área específica. As lesões de pele aparecem posteriormente em muitos casos.


Herpes zoster pode atingir os olhos ou os ouvidos?


Pode.


Quando as lesões aparecem na região do rosto, principalmente próximas ao olho, é necessária avaliação médica rápida. O herpes zoster oftálmico pode comprometer estruturas oculares e causar complicações que precisam de tratamento específico.


O ouvido também pode ser afetado. Dependendo das estruturas envolvidas, podem surgir dor intensa, alterações auditivas, tontura e outros sintomas.


Por isso, herpes zoster na face, ao redor dos olhos ou próximo ao ouvido não deve ser acompanhado apenas em casa.


É possível prevenir o herpes zoster?


Sim. A vacinação é uma das principais formas de prevenção.


A vacina recombinante contra o herpes zoster reduz o risco de desenvolver a doença e também diminui a ocorrência de complicações. A indicação depende da idade, das condições clínicas e imunológicas e das recomendações de vacinação vigentes.


Quem já teve herpes zoster também pode conversar com seu médico sobre a vacinação. Um episódio anterior não impede necessariamente que a doença volte a ocorrer.

A orientação deve considerar as características de cada pessoa, especialmente quando existem doenças crônicas ou alterações da imunidade.


Quando a dor do herpes zoster deve preocupar?

A dor intensa durante a fase aguda merece atenção, principalmente quando está associada às lesões características da doença.


Depois que a pele cicatriza, a permanência da dor também deve ser investigada. Pode haver neuralgia pós-herpética, uma complicação que possui tratamento específico.


O acompanhamento é especialmente importante para pessoas mais velhas, imunossuprimidas ou que tiveram lesões em regiões como o rosto, os olhos ou os ouvidos.


Não é necessário esperar meses para procurar ajuda. Se a dor continua interferindo na rotina depois que as lesões desapareceram, uma avaliação médica pode identificar a causa e orientar o tratamento.


A dor continua depois que as lesões desapareceram?

A persistência da dor pode estar relacionada à neuralgia pós-herpética. Uma avaliação médica pode ajudar a identificar a causa e definir as opções de tratamento.




O que você deve lembrar sobre a dor do herpes zoster?


A dor do herpes zoster costuma ser diferente de uma dor muscular comum. Queimação, ardência, choques, pontadas e hipersensibilidade são manifestações frequentes. Em alguns casos, ela começa antes das bolhas.


Na maioria das pessoas, a dor melhora durante as primeiras semanas, acompanhando a resolução das lesões.


Quando permanece depois da cicatrização, principalmente por mais de 90 dias, deve ser considerada a possibilidade de neuralgia pós-herpética.


O tratamento varia conforme a fase da doença. Na fase aguda, pode haver indicação de antiviral e medicamentos para controlar a dor. Quando existe dor neuropática persistente, podem ser utilizados medicamentos específicos e outras estratégias de tratamento.


Se você está com dor localizada, alteração da sensibilidade ou lesões compatíveis com herpes zoster, procure avaliação médica. A atenção deve ser ainda maior quando as lesões estão próximas aos olhos ou ouvidos ou quando existe alguma condição que comprometa a imunidade.


Precisa de uma avaliação médica?

Se você está com dor persistente após o herpes zoster ou tem dúvidas sobre o tratamento, agende uma avaliação para entender seu quadro.




Este conteúdo tem finalidade educativa e não substitui consulta médica, diagnóstico ou prescrição individualizada.



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