Você não está sozinho: como lidar com a dor crônica do herpes zoster
- Dra. Danielle Tavares
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- 19 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
As feridas secaram… mas a dor ficou. Como pode doer tanto algo que já passou?
Se você já sentiu essa dor – que queima, arde, repuxa ou parece um fio desencapado dentro da pele – você não está só. Essa dor tem nome: neuralgia pós-herpética. E apesar de invisível, ela é real. Muito real.
O que é a dor crônica do herpes zoster?

A neuralgia pós-herpética é uma complicação do herpes zoster que pode durar semanas, meses… até anos. Ela surge quando o vírus danifica os nervos durante a fase aguda da doença. E mesmo após as lesões secarem, o sistema nervoso continua inflamado — como se um “eco da dor” permanecesse ativo.
É como se o corpo tivesse se curado por fora, mas por dentro algo ainda pedisse socorro.
Não é frescura. Não é exagero. É uma condição neurológica.
Sentir dor todos os dias, especialmente após os 60, muda tudo: o sono, o humor, a paciência, a vontade de sair. E muitas vezes, quem está ao redor não entende.
Escutamos frases como:
“Mas já passou, né?”
“Isso é coisa da sua cabeça.”
“Você precisa parar de pensar na dor.”
Essas frases, embora bem-intencionadas, machucam. Porque não é frescura, nem falta de força de vontade. A dor é de verdade. E sim, ela tem tratamento.
Você não está sozinho e não precisa lidar com isso em silêncio
Muitos pacientes enfrentam a mesma batalha. Sentem-se isolados, cansados, frustrados.
Mas há caminhos possíveis:
Buscar acompanhamento com profissionais especializados
Iniciar tratamento com medicamentos específicos para dor neuropática
Usar terapias complementares (como fisioterapia, acupuntura e apoio psicológico)
Compartilhar sua experiência com outras pessoas
A empatia cura o que o remédio não alcança. Reconhecer sua dor é o primeiro passo para tratá-la com dignidade.
Você merece voltar a viver sem medo da dor
No próximo texto, vamos mostrar o que a medicina pode fazer por você, com explicações simples e objetivas.




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