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Herpes zoster: o que é, por que acontece e quem pode ter?

  • Foto do escritor: Dra. Danielle Tavares
    Dra. Danielle Tavares
  • 15 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Atualizado: 19 de jul. de 2025


Você sabia que um vírus da infância pode voltar décadas depois, silencioso... e doloroso?


É assim que o herpes zoster, conhecido popularmente como cobreiro, costuma se apresentar: uma lesão na pele acompanhada de dor intensa, muitas vezes em pessoas que nem imaginavam estar em risco.


Mas afinal, o que é essa doença?


O vírus que dorme — e acorda

O herpes zoster é causado pelo mesmo vírus da catapora (varicela), que permanece “adormecido” nos nervos após a infecção inicial. Por anos, ele fica quieto. Mas, com o tempo — especialmente após os 50 anos — o sistema imune pode enfraquecer, e o vírus desperta.

Essa reativação gera uma inflamação nos nervos, que provoca dor, formigamento e, em seguida, surgimento de bolhas em apenas um lado do corpo. É como se o vírus seguisse o trajeto de um fio elétrico – o nervo afetado – e deixasse sua marca.

Diferença entre varicela e herpes zoster ilustrada

Quem pode ter herpes zoster?

Muita gente acredita que só quem está “com a imunidade baixa” pode ter herpes zoster. Mas isso não é totalmente verdade. Mesmo pessoas saudáveis e ativas podem desenvolver a doença, especialmente com o passar da idade.


Os principais fatores de risco são:

  • Ter mais de 50 anos

  • Estar em tratamento com imunossupressores

  • Ter doenças como diabetes, câncer ou HIV

  • Estresse físico ou emocional intenso


Quando é preciso se preocupar?

Nem toda dor com coceira é herpes zoster — mas há sinais de alerta:

  • Dor em queimação ou formigamento localizado, antes de qualquer lesão na pele

  • Aparecimento de bolhas em faixa, de um lado só do corpo

  • Dor persistente que não melhora com analgésicos comuns

  • Envolvimento dos olhos ou ouvidos


Nesses casos, o diagnóstico precoce faz toda a diferença. O tratamento adequado, iniciado em até 72 horas, pode reduzir a dor, acelerar a recuperação e prevenir complicações, como a neuralgia pós-herpética — uma dor que persiste por meses ou até anos após o fim da infecção.


Você já sentiu uma dor estranha que parecia não combinar com a pele ao redor?


No próximo texto, você vai conhecer a história de alguém que viveu isso — e como uma simples coceira se transformou em algo muito maior.



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